O pai, a mãe e o filho: o olhar da Constelação Familiar

A forma como nos relacionamos com nossos pais é a forma que nos colocamos no mundo, e por isso este relacionamento é tão definidor.
Também como filhos, temos dificuldades de ver a real dimensão dos nossos pais: de que são homens e mulheres comuns, com problemas e dificuldades como todos os outros, inclusive como você.

O Pai
O pai é aquele que junto com a mãe, participa do primeiro círculo do amor. Pois, foi desse amor dos nossos pais que nascemos. É desse amor que o pai também participa.
O pai, como um homem bem comum pode ter um destino difícil. Como exemplo, a história de uma mulher que não aceitava seu pai. Este havia participado de um crime, e a mulher rejeitava o pai e todo o desdobramento negativo que advinha dessa situação.
Como ela não o aceitava, nem suas ações, ela brigava a vida inteira pelo pai ideal, sem olhar para o pai real. Em resumo, ela tinha dificuldade de separar o “pai” do “homem”. Isso resultou em dificuldades em relacionamentos afetivos e de sua prosperidade no trabalho.
O não aceitar o pai é como exigir de uma macieira que dê laranjas. É brigar com o que é a realidade. Este é um caminho que traz dificuldades. Sofrer é mais fácil do que resolver. Quando sofremos, nos iludimos que nós temos a razão, e por isso, outros deveriam mudar para acalmar nosso sofrimento.

A Mãe
A mãe é a nossa ligação com a vida, e com todos os mistérios que a rodeiam. Nossos primeiros movimentos em direção à ela representa nossa capacidade de tomar ativamente a vida, e esta simbologia marcará o resto de nossas vidas.
Através da amamentação, experimentamos nosso primeiro sucesso. Nós tomamos da mãe, de forma ativa, assim como devemos fazer em relação ao nosso processo de viver.
Por todos esses simbolismos, a forma como olhamos para nossa mãe é também um grande indicativo de como nos colocamos em nossa vida. Como diz Hellinger, “O sucesso tem a cara de nossa mãe”.
Ainda que a ela tenha sido reservado o papel tão grande de gerar a vida, nossa mãe é também uma mulher bem comum.
Nós, filhos, nos esquecemos disso com bastante facilidade, exigindo dela o comportamento de uma super heroína.
Olhar para ela, de uma forma real, com tudo que faz parte, é uma grande forma de perseverar na vida.

E o ser filho?
Sabemos bem como ser filho até uns 9 ou 10 anos de idade. Depois disso, quando chega a adolescência, nossa busca por nos individualizar parece nos tirar do caminho e em algum momento, começamos a acreditar que podemos ser maiores que nossos pais.
Nesse movimento, julgamos nossos pais. Passamos a acreditar que temos melhores soluções do que as que eles nos oferecem. E também aqui nasce o deslocamento do nosso lugar na nossa família.
Esse é um dos movimentos mais vistos na Constelação: Filhos fora de seu lugar de filhos.
Nos movemos para o lugar dos parceiros ou até para o lugar dos pais dos nossos pais. Acreditamos que somos maiores. E pagamos um caro preço por isso, através de dificuldades em nossa vida.
A sugestão é: será que conseguimos cultivar novamente a sensação de sermos pequenos, em relação aos nossos pais? Olhar para eles e não sentir o impulso de concorrer, mas de apenas tê-los conosco, e a segurança que isso proporciona?
Diante de nossos pais, conseguir ser um filho integral. E perceber o tanto que recebemos, e o quanto isso é bom.
Era assim que nos sentíamos quando crianças.
E esse é o nosso desafio para nosso amor maduro quanto adultos.

Texto retirado da Internet
Contribuição: Irene Maria Rodrigues Costa Nunes
Diretora Pedagógica
Colégio São Francisco de Assis
04.03.2020

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